Mensagem do blogue por Vitor Teodoro

[Anyone in the world]

http://greensavers.sapo.pt/2015/10/26/os-homens-que-recolhem-os-minerais-raros-que-fazem-funcionar-os-nossos-iphone-com-fotos/


OS HOMENS QUE RECOLHEM OS MINERAIS RAROS QUE FAZEM FUNCIONAR OS NOSSOS IPHONE (COM FOTOS)

De onde vêm os iPhone?

Num canto esquecido da República Democrática do Congo, perto da fronteira com o Ruanda, Uganda e Burundi, esconde-se o mineral raro que permite parte do estilo de vida glamouroso do século XXI: os nossos iPhone e outros gadgets e smartphones.

Para que este mineral raro, columbite-tantalita, chegue até às mãos dos fabricantes, ele tem de ser extraído por mineiros que trabalham em condições horríveis, com picaretas, panelas e sem a ajuda de luvas.

Este mineral é o componente mágico que controla o fluxo de energia dos iPhone ou Samsung Galaxy, por exemplo, mas os homens que o puxam da terra trabalham em condições realmente inumanas em minas controladas, quase sempre, por milícias, em zonas de conflito.

Um exemplo é a mina de Luwow, onde o Roland Hoskins, do Mail Online, fotografou centenas de trabalhadores num local que nos remete para a corrido ao ouro do século XIX e que tem jornadas de 12 horas de trabalho.

O mineral raro – columbite-tantalita ou coltan – é colocado em sacos de arroz forrados de plástico e carregados nos ombros e cabeças até uma eclusa onde a rocha e areia é passada por vários litros de água. Filtrado à mão, o mineral é atirado para o fundo com as lavagens. Um método do passado e condições de trabalho há muito criticadas: um salário de €2,7 por dia para cada trabalhador, incluindo crianças de dez anos.

Quando refinado, o coltan transforam-se em tântalo metálico, um pó resistente ao calor que pode conter uma carga elétrica alta, crucial para as placas de circuito em miniatura que alimentam os nossos smartphones, computadores portáteis e outros gadgets de alta tecnologia.

A mia de Luwow é um dos poucos locais do mundo onde este mineral raro pode ser encontrado – e também, uma das poucas minas do Congo patrulhadas pelas Nações Unidas e não por milícias.